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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Ensinar limites não é limitar.




Sopa de babata com Kräuter


Ontem estava muito calor. Eu molhava as plantas dos vasos no jardim e o pequeno enfiava os pés e as mãos dentro do balde de água. Depois que terminei de molhar as plantas, perguntei se ele queria um balde com água para brincar e se refrescar e ele respondeu que SIMMMMMMMM! :-)

Enchi o balde e coloquei no jardim. Ele colocou os dois pés dentro do balde, as mãos se molhou um pouco e então decidiu "cozinhar" algo. Eu só observava pela janela da cozinha. Ele então começou a colocar terra dentro do balde e eu da janela só gritei: "Francisco você sabe que não pode colocar terra no balde com água, né?!" Ele me olhou e sacudiu a cabeça que sim. Continuei... "Senão faz muita sujeira e dá o maior trabalho pra limpar tudo. Lembra das outras vezes?" Na minha cabeça só passava, "Vai sobrar pra mim! Eu que depois vou ter que limpar toda a bagunça"

A criança ficou meio sem saber o que fazer, pois a ideia era fazer lama mesmo e a mãe estava proibindo, dizendo que não podia.

Em fração de segundos me dei conta do despropósito que eu estava fazendo naquele momento com a criatividade e imaginação dessa criança e voltei atrás. 'Tudo bem você brincar colocar terra no balde, só lembra do combinado de deixar tudo organizado depois que terminar a brincadeira." E ele feliz sacudiu a cabeça ao mesmo tempo que dava pulinhos de alegria dizendo sim. :-)

Nesse momento vieram várias reflexões na minha cabeça. Uma era sobre o meu papel no vida dessa criança e uma outra era sobre como eu estava tratando a minha criança. O quanto a minha criança foi tolhida durante a vida e o quanto eu ainda a estava tolhendo de manifestar quem ela é de verdade. Acolhi-a.

Apesar de eu ter servido de canal, de meio de transporte para que o "meu filho" chegasse até o plano terrestre, ELE NÃO É MEU, mas eu sou dele. Eu continuo sendo apenas um canal na vida dele.

O meu papel é protegê-lo enquanto ele não puder fazer por si mesmo, mas não de controlá-lo, de fazer minhas vontades prevalecerem sobre as dele. É de lhe ensinar limites, mas não de limitá-lo. Mostrar o quanto a auto-responsabilidade é importante e que todo ato tem sua consequência. Não tenho o direito de tomar decisões referentes a ele, que não levem em conta o que suas próprias necessidades naquele momento. Afinal eu fui a escolhida por ele para guiá-lo e não para dominá-lo na caminhada por esse plano terrestre.

Através dele revisito a minha criança constantemente e cada vez com mais consciência de suas feridas e de que o poder de ressignificá-las e curá-las está nas minhas mãos. Somente eu posso fazê-lo. Cuidando da minha criança interior abro espaço para que "meus filhos" sejam crianças mais livres, conscientes do seu poder pessoal de realização e do seu papel neste mundo.

O autoconhecimento é uma ferramenta de libertação maravilhosa e que se torna ainda mais importante quanto nos tornamos pais. Como diz a Flavia Melissa, "Nós fomos criados por criança feridas e somos criança feridas criando outras crianças." Portanto cuidar da própria criança é tão fundamental.

Terminei meu dia ontem com uma deliciosa sopa de batatas com Kräuter, 2 crianças felizes (ele e a minha própria) e um jardim que foi arrumado depois da brincadeira.

Muita luz nos seus dias.


Daniele Avila - Aconselhamento Nutricional para a alma, mente e corpo, confeitaria vegana, maga das agulhas e criatividade
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