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terça-feira, 20 de outubro de 2020

A Casa como Arquétipo

 

  

Ao analisarmos uma casa estamos em última instânca analisando a nós próprios.


Jung, um dos fundadores da psicanálise, dava uma grande importância à análise dos sonhos. Em 1909 ao viajar pelos Estados Unidos para acompanhar Freud, seu colega e mestre 20 anos mais velho, sonhou certa noite com uma casa que sabia ser a sua, embora fosse diferente da casa em que realmente morava. Ao interpretar o sonho, considerou que esta casa simbolizava a si mesmo com seus diferentes níveis de consciência. O andar superior, com uma sala mobiliada de móveis em estilo rococó,  representava seu nível consciente. Descendo as escadas, havia um outro andar  arranjado como uma sala medieval, que ele interpretou como sendo o começo do seu inconsciente. Descendo mais um outro lance de escadas, encontrou um porão, com paredes características da época romana, que considerou um nível ainda mais profundo do seu inconsciente. No piso deste andar, encontrou um alçapão que o conduziu à uma gruta, onde havia ossadas, vasos de cerâmica e vestígios de uma civilização primitiva. Jung reconheceu dois crânios desintegrados, que fariam parte do último extrato de consciência, representando camadas mais antigas. Acordou, em seguida.

Como era  costume entre eles, contou seu sonho à Freud, que o interpretou segundo suas teorias, preocupando-se apenas com os crânios, que, para o velho mestre, representavam desejos secretos de morte.

Jung não concordou com esta interpretação. Intuiu que desta vez era preciso uma leitura que considerasse o conjunto de imagens que surgiram durante o sonho. Pela primeira vez, percebeu que o inconsciente era mais que um depositário de desejos reprimidos expressos em sonhos, como acreditava Freud. Embora não negasse a existência de um inconsciente individual, fruto da vivência de cada um, ele compreendeu que havia um inconsciente maior, mais profundo, impessoal, comum a todos os homens e culturas.
 
Esta descoberta deu origem a sua teoria sobre o inconsciente coletivo que resulta da experiência ancestral e se revela através dos arquétipos,  modelos idealizados pelas  gerações através de mitos e lendas.  

Ora a casa, por mais diferente que seja a sua forma, significa ainda para todos nós um abrigo, o refúgio que procuramos para nos protegermos do medo que nos circunda. Além disso, a casa marca um território e dá ao lugar uma referência, ou seja o homem ao habitá-la, habita o mundo, povoa-o e dá-lhe um significado. Assim, além de espelhar o indivíduo, a casa reflete o homem no seu conjunto.

Individualmente, a casa estrutura o mundo pessoal e é o arquivo de experiências e memórias que juntamente com o corpo constrói a nossa identidade.  E esse sentido de identidade, que não está na forma mas no conteúdo, nos atravessa mesmo quando temos hábitos e culturas diferentes. 
 
Fonte: http://marleneacayaba.blogspot.com/2011/10/o-arquetipo-casa.html
 
Daniele Avila - Acredito que a vida pode ser mais leve. - atendimento psicológico e nutricional para a alma, para o corpo e para a casa -psicóloga, vegana natureba, bruxa da nova era, dona de uma mente criativa e inquieta.

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